domingo, 20 de dezembro de 2009

ME SENTI NOVAMENTE MULHER

Eu me sentia tão só, acordei assim, precisava sair, fazer alguma coisa, conhecer alguém, há muito que não me sentia assim como estava deprimida. Um namorado, preciso de um namorado, pensei em voz alta que até os vizinhos devem ter ouvido. Estava só há algum tempo, precisamente há oito meses, jurara não me envolver mais com homem algum, meu último namorado foi um relacionamento sério onde me entreguei de coração, pois me sentia apaixonada, eu estava apaixonada, tive a certeza quando flagrei ele aos beijos com uma amiga que não era amiga, mas se dizia minha amiga. Amigos não contribuem para o sofrimento do outro, rompi com ela e me afastei de todas as outras, perdi a confiança nas amizades femininas. Foi um baque duríssimo o que sofri me senti tão para baixo que preferi me isolar de tudo de todos. Minha vida passou a ser de casa para o trabalho e do trabalho para casa, as amigas ligavam mais não atendia os amigos convidavam para sair eu não aceitava, a ferida era grande muito recente e doía por demais precisava de um tempo para tentar esquecer.

O sentimento de solidão me fez agir no sentido de sair e me divertir, acho que meu tratamento estava no fim e eu já estava curada, pois meu corpo pedia por carinhos, minha boca por beijos. Acordei assim, com desejos de ser tocada, acariciada por mãos masculinas, precisava sair e procurar por alguém. Tomei um banho, me vesti, coloquei um perfume e fui à luta, não liguei para conseguir companhia, queria estar sozinha, entrei no primeiro ônibus que parou no ponto, não tinha destino, só um desejo de conhecer alguém que me fizesse feliz por um dia somente naquele sábado. Fiz-me feliz, eu maresia foram oito meses de afastamento total amargando dias e noites me sentindo feia enjeitada um sentimento que dói profundamente. Amanheci feliz cheia de vida foi um dia e uma noite que pascei com Carlos como fui beijada acariciada amada, foi muito bom ter dividido uma cama com um homem como Carlos cem compromisso sem medo de não agradar onde cada um deu o Máximo de si.
Eu me sentia livre nos braços daquele desconhecido, me senti novamente mulher.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MUDOU MINHA VIDA

 Bom dia, queridos filhos, bom dia, amada esposa.
Bom dia, amado pai, bom dia, meu amor.
Família, hoje acordei com um imenso desejo. Que desejo é este, querido? Fala, pai, há alguma coisa gostosa que o senhor deseja comer? Perguntou Maria Cristina: 'Não, filha, não é comida, mas a comida faz parte deste meu desejo.'

Pai, eu sei o que disse Renato. Fala: então, filho, só dou uma chance para cada um.
Pai, o senhor está com vontade de comer uma torta de biscoitos, aquela de que o senhor gosta tanto que, quando começa a comer, quem não comeu fica sem comer.
E filho engraçadinho, não, não é este o meu desejo, agora é a tua vez, Renata, como você é minha esposa querida, vou lhe ajudar, presta atenção nas dicas.
Não é comida, mas a comida faz parte do desejo, não é nenhum tipo de torta ou outro doce qualquer, não é sorvete, enfim, tem a ver com tudo isto, mas não é nada disso.
Você sabe, querida, dizer o que é, estou pensando, esposo, já sei, você acordou com o imenso desejo de tirar onda com nossas caras, acertei.

Minha esposa amada, minha querida filha, meu filho querido, como eu, um marido e pai tão apaixonado por sua família, iria tirar sarro da mesma? Não, não, querida, você não acertou e, já que ninguém acertou, vou dizer. Acordei com um imenso desejo de levar minha querida família para jantar fora, vocês aceitam? Pai, topo, você topa, filha ótimo e você Renato claro pai estou nessa, querida teu desejo amor é uma ordem, então estamos combinados hoje não vai haver jantar nesta casa, pois todos iremos jantar fora, estejam todos prontos passo para pegar luz às dezenove horas. 

Querido você não vai chegar mais sedo para se aprontar, não tenho muito trabalho para por em dia estamos prosemos do natal tenho que reorganizar todas as papeladas, fazer um balanço de tudo que fizemos durante este ano que se encerra daqui a um mês, estou trabalhando em um processo que será julgado na próxima semana e acredito que sairei vitorioso e se isto acontecer será um bom dinheiro que ira entrar, preciso trocar de carro e lhe comprar o teu, fora as reformas que você deseja tanto fazer em nossa casa.


Amor, preciso muito ganhar este processo para de uma só vez solucionar todos estes nossos problemas, mas se aprontem que às dezenove horas estarei aqui. Um beijo a todos, fui. Tudo estava bem na vida de Roberto, ele estava passando por uma das melhores fases de toda sua vida, tanto com a família como com o trabalho, dono de um bem montado escritório de advocacia, o que não lhe faltava eram clientes.
Ele contava com a assistência de dois advogados, três estagiários, uma recepcionista, um bom espaço bem localizado, espaço próprio, uma casa antiga que fora toda ela reformada graças à ajuda do pai. 

A vida de Roberto era para ele uma vida perfeita, tinha seu trabalho, era seu próprio patrão, amava a profissão, gostava mesmo da arte de advogar, e com uma família linda, uma esposa maravilhosa e um casal de filhos adoráveis. Roberto se sentia um homem feliz só que o destino estava pronto a intervir nesta sua vida de felicidades e o momento estava tão próximo exatamente no jantar com a família sua vida receberia do destino em forma de bom lucro um trabalho que o envolveria em acontecimentos que iriam inverter tudo em sua vida.


Foi um dia de trabalho como os outros, mas com um tempero a mais: o jantar com a família. O restaurante havia sido indicado por um dos clientes que fez questão de presentear Roberto e sua família com o jantar. A reserva estava feita para as dezenove e trinta. A família foi avisada: era preciso estar presente no horário, se não, de acordo com o movimento, a mesa seria cedida a outras pessoas. O máximo de tolerância era de quinze minutos. A casa estava cheia, todas as mesas ocupadas, a não ser uma à qual fomos conduzidos. O ambiente era agradável, um grupo de músicos tocava canções num tom bem sereno, tornando o ambiente ainda mais aconchegante.



Minha família estava feliz, seus rostos demonstravam o contentamento com a noite especial que estavam tendo, eles mereciam. As escolhas foram feitas enquanto aguardávamos. Nos foi servido um vinho, a garrafa foi entregue pelo garçom, nela com tia um cartão prestando homenagem à família. Após ler, entreguei a garrafa de volta ao garçom, que tratou de abri-la e servir em nossas taças. Me sentia feliz no momento, tomando um bom vinho com minha esposa, acompanhado de meus filhos que, enquanto aguardavam, tomavam seus refrigerantes preferidos, tudo estava ótimo, perfeito. Era um vinho chileno de excelente qualidade que foi muito bem apreciado por mim e por Renata, minha esposa.

Não demorou e o garçom trouxe nossos pedidos. A comida de fato era ótima, assim como meu cliente havia afirmado. A sobremesa estava então deliciosa e eu, que me amava em tortas, solicitei uma fatia de torta de nozes. Estávamos já no final de nossa refeição quando um perfume evadiu todo o ambiente, os olhares de todos se direcionaram para a porta de entrada onde uma figura de uma bela mulher se fazia destacar e fez com que todas as pessoas presentes voltassem suas atenções à procura da dona do perfume, pois só podia ser de uma mulher um perfume tão envolvente.


Ela não estava sozinha, a seu lado um jovem que aparentava ter a mesma idade dela.
Os dois formavam um casal perfeito, elegantes e perfumados, passaram a ser a fonte de todas as atenções. Pelo garçom, foram conduzidos até uma das mesas que acabara de desocupar, justamente ao lado da minha. A mulher, além de bela, era também muito simpática. Ao passar por nossa mesa, teve a gentileza de nos cumprimentar e até brincou com as crianças.

A música não parava e minha noite e a de minha família fora de casa estavam chegando no seu momento final. Eu estava feliz por proporcionar bons momentos a todos, o garçom veio até a mesa e com ele outra garrafa de vinho, perguntou se iríamos tomar ou levaríamos para casa, olhei para Renata à procura da resposta que ela mesma se encarregou dizendo ao garçom que iríamos levar.
O garçom solicitou por um momento e voltou com a garrafa. Nestes momentos de espera, eis que porta adentro entra um senhor que, acompanhado de dois outros homens, o senhor elegantemente bem vestido deixava ver pela atitude que não estava ali para jantar, mas sim à procura de alguém e não foi preciso esperar para descobrir quem era a pessoa procurada, a dama do perfume.


O homem parecia descontrolado e muito nervoso assim que avistou o jovem casal. Encaminhou-se em sua direção, pude perceber que o jovem ameaçou se levantar, mas foi contido por um gesto de sua companheira que, em seguida, se levantou e, antes que fosse alcançada pelo indesejável visitante, em um tom bem forte, perguntou se não havia um advogado no recinto. Ninguém se manifestou, olhei em direção aos quatro cantos do recinto, nada. Olhei para Renata, ela, com um movimento de cabeça, me encorajou a me apresentar, levantei-me e me apresentei como sendo advogado.

Tudo foi tão rápido, ela se apresentou e em seguida foi logo dizendo: este senhor que se aproxima é meu marido, este jovem que comigo está é meu amante, estou prestes a ser atacada por meu marido e seus capangas, seguranças tanto faz, preciso dos teus serviços para que tudo fique registrado e eu possa processá-lo se formos agredidos.
Fiquei por segundos paralisado com a atitude da jovem, franca e positiva, corajosa, mas sua atitude na presença de tantas pessoas só lhe traria mais problemas. Eu já havia apresentado, não dava para retroceder, tive que partir em defesa da mesma.
O cidadão que estava acompanhado de seus dois seguranças estava a um passo de minha cliente, aí eu interferi.



Por favor, meu senhor, eu, na condição de advogado da senhora, sugiro que vossa pessoa se acalme e, com devida calma, entre em entendimentos com a mesma sem o uso das mãos e com palavras não ofensivas, pois estamos em um ambiente coletivo e as pessoas que aqui estão não vieram para terem seus momentos invadidos por desavenças familiares. Os seguranças já estavam com as mãos no rapaz prontos a ergue lo quando o cidadão deu a ordem para deixá-lo e em seguida olhou para mim e perguntou. Você me conhece, sabe quem sou, respondi que não, de fato eu e ninguém ali naquele momento saberia dizer quem ele era, pensei que fosse se apresentar mais o que fez foi um pesado desabafo. Sou um homem traído enganado explorado por uma vagabunda cujo nome Cristiane Talvez vocês todos pense, porque um homem com a idade de ser pai da esposa não escolheu uma mulher mais madura como companheira, se quis uma jovem e porque queria ser traído enganado.


Geralmente, nós, os homens, somos os que mais somos seduzidos por mulheres. Cristiane tem, e como tem, o poder da sedução. Me encantei por ela no primeiro encontro e me tornei um homem apaixonado. A paixão cega e estive cego por muito tempo e deixei que de mim fosse tirado não só o dinheiro, coisa que tenho muito, mas minha dignidade se sou desconhecido e, porque sempre procurei preservar minha imagem, meu nome e agora estou aqui a um passo de cometer uma loucura e ter meu rosto estampado em todos os jornais. Agradeço e como advogado desta infeliz terá que se entender com meus advogados, pois encerro aqui esta etapa de minha vida.
O senhor deixou o restaurante sem sequer olhar para trás, para os lados, onde muitos olhares acompanharam o desenrolar da conversa.



A garota me agradeceu e reafirmou o desejo de que eu cuidasse de seus interesses. Dei a ela um de meus cartões e solicitei que marcasse com minha secretária e que não demorasse. Três dias depois, ela ligou e tinha pressa, pois queria ser atendida no mesmo dia. Cristiane, com seu lindo sorriso, me cumprimentou e se desculpou por não cumprir o horário agendado. Nossa conversa foi longa, ela contou toda sua história e me revelou o nome e o que fazia seu marido para ganhar a vida. Seu nome não era mesmo conhecido, mas suas empresas sim, dono da maioria das empresas de ônibus que prestam serviços na cidade, dono de hotéis, proprietário de fazendas de gado de corte, dono de duas imensas granjas.

O homem era um poderoso empresário, mais discreto e desconhecido da mídia.
Ela o conhecera em uma confusão de trânsito, o carro que ela dirigia se chocou na traseira do dele e assim teve início sua história com ele. A garota gostava de falar, não media as palavras, não fazia segredos, falou de sua vida e o que fazia antes do casamento e o que passou a fazer depois.
Nascera no interior e, há oito anos, estava morando na cidade. Seus pais moravam na roça e dela tiravam o sustento da família. 

Ela não se conformava em viver escondida no meio do nada e sonhava viver em uma cidade grande. Quando teve sua primeira oportunidade, não deixou passar. Passou por muitos momentos difíceis até que resolveu ganhar a vida com o que tinha de melhor: sua beleza e o corpo. Cristiane era uma garota de programa. Pensei naquele momento: se Renata tivesse conhecimento deste detalhe da vida da garota, tenho certeza de que me manteria de boca fechada, não me incentivaria a me apresentar como advogado.
Cristiane era uma garota de programa que gostava tanto do seu trabalho que, mesmo após casada, não conseguia ficar longe dos quartos dos motéis.


Quero lhe agradecer, doutor, por ter se apresentado como advogado e ter aceitado e feito minha defesa, agradecer mais por conseguir fazer Fabiano raciocinar e não se comprometer. Ele é um bom homem, eu é que não presto, não devia ter me casado com ele. Preciso que me ajude a recuperar alguns objetos pessoais, como roupas e algumas joias que sei que ele não vai querer me entregar, por estar muito magoado comigo. Não tenho onde morar, quem sabe ele concorde em me ceder um pequeno apartamento, seria bom. Ela sabia que seria muito difícil tirar muito de um casamento que ela mesma havia detonado.



Estivemos conversando por mais de uma hora e, neste tempo de conversa, minhas atenções se limitaram às palavras. Meus olhos mal visualizaram a figura da mulher, era como se houvesse uma barreira que nos mantinha um de cada lado e somente o tom de nossa voz prevalecia. Muito estranho, uma mulher tão bela e meus olhos não se manifestaram, se limitaram a olhar sem a mínima atenção. 


Recebi a visita de um dos advogados do empresário, expus a ele o desejo de minha cliente e marcamos um novo encontro para a semana seguinte, onde teria uma resposta sobre meu pedido. Foram várias tentativas até conseguir uma parte do pretendido, as roupas e joias e outros pequenos objetos foram entregues no escritório.
Eu deveria tê-la convidado a pegar seus pertences no escritório, mas me propus a ir até ela. A vida está sempre pronta para nos desviar de nosso caminho e eu estava ali tocando a companhia sem saber que mudanças aconteceriam no momento em que aquela porta fosse aberta. Inocente sem a mínima maldade, deparei-me com uma visão que mudou o rumo de minhas intenções. 

Cristiane abrira a porta e em minha frente estava uma mulher pronta a seduzir, linda, parecia uma deusa com seus longos cabelos soltos sobre os ombros, um sorriso encantador, um perfume envolvente e praticamente nua.
Ela usava uma camisola transparente, deixando visível toda a beleza de seu corpo.
Eu me senti totalmente embaraçado com a situação, não conseguia olhar para seu rosto sem olhar para o corpo. Ela parecia não se dar conta de todo o meu constrangimento. Se a pretensão era me seduzir, ela havia conseguido. Eu não conseguiria resistir a toda aquela beleza feminina sem ter uma reação de homem.



Coloquei sobre a mesa as três caixas. Ela me convidou a sentar em uma das poltronas, em seguida pegou um pufe em um canto da sala e o colocou bem à minha frente e se sentou. Eu continuava embaraçado com a situação, mas ela ignorava, parecia se divertir com toda aquela situação. Roberto você foi ótimo, temos chances de conseguir o apartamento, acredito que sim. Levará um tempo um pouco maior, mas acredito que você terá o que quer. Ótimo, disse-me ela. Em seguida, cruzou as pernas, deixando suas belas pernas sem a proteção do tecido transparente de sua camisola e, olhando em meus olhos, foi direta na pergunta: Quer transar comigo?
Sou assim, não faço voltas, vou direto, você é um belo homem e está sendo gentil comigo, eu sou uma bela mulher e quero transar com você, não se acanhe em dizer não, vou entender, compreender tua atitude, mas olhe bem para o que lhe ofereço.

Ela se pôs de pé e deixou que sua camisola deslizasse por seu corpo em direção ao chão, não sou de ferro, não resisti e me entreguei.  Passei  a frequentar aquele apartamento, não era desses homens acostumados a amores fora do casamento, não tinha malícia e logo Renata percebeu que algo de errado estava acontecendo, veio a confissão, revelei a ela toda a história. Eu estava vivendo momentos angustiantes, no início foi prazerosos até o momento que parei para pensar no que estava fazendo, aí a ficha caiu, todo prazer que aqueles momentos com Cristiane me proporcionavam passou a ter um peso imenso na minha consciência.


Eu estava perdido dentro de uma situação que me obrigaria a fazer uma escolha que não tinha o que escolher e não dependia de mim, minha família era a minha escolha, porém minha vida estava nas mãos de Renata que naquele momento o que sentia era ódio de mim. Rompi com Cristiane que para ela não significou nada este meu rompimento, nossa relação não tinha o tempero de um sentimento o que fazíamos era somente sexo quanto a mim amarguei dias difíceis fui expulso de minha cama proibido de entrar em nosso quarto meus filhos não me desprezaram mais sofri vendo a tristeza em seus olhos. Foram dois longos meses de convivência dificultadas pela lembrança de minha traição que não saia da mente de Renata por fim aos pouco as coisas foram se ajeitado o amor que ela tinha por mim falou mais auto e ela me perdoou, quanto a Cristiane não tive mais notícias encaminhei seu processo para um outro advogado.

Saudades sinto, sim, não nego, mas jamais quero viver outra situação como a que vivi, passar por tudo que passei corre o risco que corri de perder o amor de minha família por um simples caso sem amor. Pascei por momentos desesperadores ao perceber que minha esposa estava decidida a me deixar, foi terrível, mas me fortaleci com todo este episódio e acredite, jamais cometerei o mesmo erro, toda esta experiência mudou minha vida.






segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

VERDADES OU MENTIRAS

 Era uma noite de muita chuva, ventos fortes, trovões e a claridade dos raios clareava todo o campo onde dava para se enxergar a imensa plantação de milho. Nossa casa fora construída na parte mais alta da propriedade, um lugar privilegiado, mas também estratégico. Era uma casa imensa e bem antiga, de uma história um pouco assustadora, mas meus pais assim que bateram os olhos nela se apaixonaram, eu era pequenina quando mudamos para a casa e nos primeiros dias tudo era motivo para pensar no arrastar das correntes. Durante muitos anos a casa permaneceu fechada, pois a história que se contava a respeito da mesma espantava a todos.


Era uma construção muito antiga e fora toda ela construída pelas mãos dos escravos.
Contam que o casal proprietário era de gênio ruim, muito violento e cruel, praticavam a violência como forma de manter o domínio sobre seus escravos. Muitos morreram, outros ficaram mutilados pelos excessos de brutalidade.


Contam a história que um destes escravos se tornara especial diante dos olhos da patroa que, mesmo sendo uma pessoa má, sentira um sentimento de carinho pelo belo e jovem escravo.
Filho de escrava da fazenda, cresceu na propriedade e era livre para andar por toda a casa. Aos quinze anos de idade, o jovem e de porte altivo encantava a todas as mulheres e garotas negras da senzala.
Prisioneiro mais feliz com o mundo que conhecia, onde era privilegiado, pois não era tratado como os demais, tinha a atenção especial da patroa e este foi o motivo de todo seu sofrimento. Contam que Tereza Drevinski se apaixonara pelo jovem escravo e foi tão forte o sentimento que fez com que ela assassinasse seu marido para poder viver livremente este proibido amor.


Mãe de dois filhos já adultos, filhos estes que cresceram longe da família em colégios caríssimos, não acompanharam o desenrolar dos acontecimentos na qual a fama de violentos de seus pais era conhecida por todos. A casa estava cheia de amigos e parentes para se despedirem do corpo, muitos indagavam sobre a causa da morte. Ele escorregou e bateu com a cabeça e faleceu, indagou um dos visitantes, não sei, disse o outro, ouvi falar que foi uma queda do cavalo, estranho, comentou um outro. A morte do fazendeiro era algo de estranho, só havia uma versão e ninguém contestava, nem mesmo os filhos que sabiam muito pouco sobre os pais. Durante o velório muitas coisas foram ditas, muitas dúvidas sobre a morte do fazendeiro foram levantadas, porém tudo terminou quando seu caixão foi coberto por muitas pás de terra. Dizem que depois do enterro os filhos voltaram para suas vidas, não havia amor entre eles mãe e filhos.


Tereza Drevinski, com a morte do marido, passou a controlar os negócios da fazenda. Ela era uma mulher de decisões e a primeira decisão que tomou foi proibir a visita de seu escravo favorito à senzala. Mais ela esqueceu que em casa havia várias escravas que cuidavam da casa e era justamente na casa que o jovem escravo era mais assediado.


Tomás, um jovem escravo cuja beleza atraía todos os olhares femininos, não só os das escravas, mas principalmente os da patroa, se sentia como um rei adorado por todas as mulheres da corte. Dizem que, por ciúmes, Tereza acabou por determinar que seu jovem escravo fosse acorrentado e colocado em um dos vários quartos que existiam na fazenda. O jovem, acostumado à total liberdade, viu sua vida presa dentro de quatro paredes longe de tudo e todos, tendo como consolo a presença da sua dona e proprietária, a quem cultivava um imenso sentimento de ódio. Foram vários anos privado de sua liberdade e durante todo este tempo seu ódio só se fez crescer e com ele cresceu também um imenso desejo de fugir de si livrar de todo aquele inferno em que sua vida havia se transformado.



Foram várias tentativas e todas deram em nada. Desiludido, Tomás começou a se maltratar, ferir seu próprio rosto, causando profundas cicatrizes. Em sua mente, ele imaginava que, se tornasse feio, provavelmente sua senhora deixaria de querê-lo como homem. Durante dois anos, ele se maltratou, por fim, já não era mais o mesmo, porém o fascínio da patroa só se fez crescer, sua cabeça deu um nó, não havia mais nada que ele pudesse fazer a não ser morrer. A loucura se fez presente nos seus dias, contam que ele não conseguia mais dormir e eram dias e noites arrastando suas correntes pelo chão do quarto, sua prisão. Dizem que ele viveu por mais três anos e no final deste tempo sua senhora como castigo pela sua falta de disposição para o amor mandou que o castrasse e foi proibido que fosse alimentado diariamente só lhe eram dado alimentos a cada dois dias.


Contam que o encontraram sem vida com a corrente de seus pulsos enrolada em seu pescoço. Três dias depois, Tereza Drevinski foi encontrada morta. Em seu corpo, marcas de ferimentos feitos por duas mãos que impuseram seus dedos pressionando seu pescoço e todo seu corpo, teus olhos que permaneciam abertos demonstravam pavor, era como se ela estivesse vendo algo assombroso, apavorante que queria sua vida.


Mais uma vez os filhos estavam de volta, desta vez para enterrarem a mãe. Como no velório de seu pai, no da mãe não foi diferente, muitos comentários eles ouviram e, como no velório do pai, não deram a mínima atenção a nenhum dos devidos comentários. Ao término do enterro, eles decidiram colocar a casa à venda.


Não foi difícil vender uma propriedade tão bem cuidada. Logo, logo a casa foi vendida, uma família de uma cidade vizinha se encantou e a comprou.
Dizem que eles não moraram um mês na casa, apavorados abandonaram a propriedade durante a madrugada e nunca mais voltaram.
Contam que durante as noites começaram a ouvir correntes se arrastando pelos corredores, acompanhados de gemidos de dor e vozes que solicitavam por comida, enquanto os gemidos se misturavam com a súplica: me deixe viver, me deixe viver.


Não sei se existe alguma verdade nesta história, estamos morando na casa já há mais de dois anos. Cheguei a ficar assustada com alguns ruídos, mas nunca cheguei a ver ou ouvir nada que me deixasse acreditar em todas as histórias que ouvi a respeito da casa, porém algo de fato deveria ter acontecido, do contrário, uma casa tão magnífica não ficaria fechada por tanto tempo. Curiosa comecei a pesquisar a respeito dos primeiros moradores da casa e descobri que de fato existia um escravo por nome 

Tomas e que Tereza Drevinsi era de fato a proprietária e que seu marido morrera de morte suspeita e que a proprietaria teve também o mesmo fim e mais antes de meus pais comprarem a propriedade ouve uma outra família que como conta a historia deixaram a casa as pressas após presenciarem movimentos acompanhados de gemidos e pedidos para viver.

Não sei o porquê de sermos aceitos para morar na casa, só sei que tudo faz crer que as histórias sobre a casa são verdadeiras e que, por algum motivo, fomos aceitos para viver nela. Mas isto é uma outra história que terei que pesquisar, não sei se o farei mais, é provável que sim, pois histórias estranhas sempre me fascinam.






domingo, 6 de dezembro de 2009

POR VINGANÇA


Hás vezes perdemos o controle e descarregamos uma serie de palavras ditas cem o devido cuidado de pensar, palavras mal administradas podem ferir podem mudar o rumo de toda uma vida, mudou o da minha e como mudou.

Eu trabalhava em uma empresa a oito anos e alguns meses e sempre procurei fazer meu trabalho com profissionalismo nunca me atrasei, pontual e interativo com os colegas no que se relacionava ao trabalho, meu perfil eu diria que sou um cara tipo normal, tenho trinta e dois anos solteiro moro sozinho, tenho um cachorro meu companheiro dentro de casa.
Formei-me em arquitetura e era funcionário de uma grande firma, era estou desempregado a dois meses, o motivo de perder meu emprego foi a perca do controle.
Sempre estive calmo, sempre tranqüilo mesmo quando contrariado não deixava que o nervosismo se apossasse se de mim, mantinha minhas emoções sabre controle, mais como sempre a uma primeira vez para tudo eu tive minha primeira vez fora de controle e me foi fatal.
Sofri um baque imenso que me desestruturou por completo perdi o controle justamente onde não podia, no meu trabalho e para piora me descontrolei justamente com meu chefe que era um dos donos, paguei caro pelo meu atrevimento.

O motivo que me levou ao descontrole.
Um envolvimento amoroso que começou assim.
Casamento esta palavra não me motivava, não constava em meus planos, ter uma pessoa a meu lado me dando ordens querendo controlar minha vida saber do meu dia e estar presente em todas as minhas noites eu não me imaginava vivendo assim.

Eu pensava assim ate conhecer Cristina ai minha cabeça começou a mudar.
Meus olhos cruzaram com os dela e o sorriso que surge em seus lábios caiu sobre mim como um feitiço que me deixou atraído pela beleza de seu rosto e o encantamento da delicadeza de seus movimentos.
Balancei-me por inteiro só por conta de um simples olhar.

Estivemos prosemos por um bom tempo, tivemos um relacionamento quase perfeito, sim quase, pois a perfeição e relativa de pessoa a pessoa eu achava que ela era perfeita ao ponto de pensar em me casar tela como minha esposa.

Cristina foi uma mulher que encantou meus olhos no momento em que eles a enxergara, depois do primeiro contato o encanto do momento apoderou se de mim não era somente o prazer da conquista era mais, eu estava encantado de verdade.

Eu me senti pela primeira vez em minha vida de aventureiro balançado e envolvido pela beleza de uma mulher.
Eu havia encontrado alguém que pela primeira vez conseguira meche com o sentimento que nunca eu havia experimentado.

Meu coração jamais permaneceu com portas e janelas abertas, sempre mantive as mulheres longe de minha vida porem sempre em minha cama.

Eu enxergava as mulheres como um instrumento que ao tocar com as mãos me sentia envolvido por um forte desejo de usufruir de todos os recursos que um belo corpo feminino e capaz de proporcionar.

Toda criatura feminina ao se dar e só prazer.
Cristina chegou de mansinho um sorriso, alegre e descontraída foi me envolvendo e o que era para ser mais uma conquista se tornou algo serio.

A vida, como e dura e injusta e ao mesmo tempo mais que justa severa e educadora, nos conduz nos envolvendo transformando nossas vidas.

Pela primeira vez eu me via do outro lado de conquistador a conquistado e estava feliz pois me sentia correspondido no amor e tudo em minha vida era alegria.

Cristina parecia estar apaixonada, parecia durante seis meses eu tive a meu lado uma mulher encantadora que se dizia apaixonada e agia como tal.

Estávamos-nos bem um com o outro e passamos o final de semana bem confesso que foi um dos melhores de todo este tempo em que estávamos juntos, nada diferente aconteceu que justificasse o comportamento dela para comigo, mais grandes mudanças estavam para acontecer, seria de maneira cruel e confusa sem a mínima explicação.

Exausto depois de uma longa noite de amor adormeci com a felicidade de todos os momentos vividos nos braços da mulher amada. Eu não sabia não tinha como saber que eu havia me deitado com uma mulher e acordaria ao lado de outra, foi assim que me senti quando acordei e encontrei uma mulher calada com olhar frio sem um pingo de sentimento a não ser o ódio.
Sim foi ódio que encontre no olhar de Cristina ao acordar de meu sono feliz e ansioso para abrassar seu corpo e beija lá na boca..

Ela estava sentada a uma cadeira bem a minha frente olhar duro diria cruel, sobre a cama as poucas peças de roupas que eu tinha guardadas em seu armário. Nervosa apertava as mãos uma contra a outra os olhos cem brilho, frios distantes na seriedade do que se passavam seus pensamentos.

Ainda meio sonolento não conseguir no momento entender o que se passava o que estava acontecendo se era verdade ou uma brincadeira que Cristina estava fazendo comigo.
Sobre a cama minhas roupas era um verdadeiro sinal de que algo errado estava mesmo acontecendo, olhei para ela e a perguntei o que era aquilo e ela simplesmente medisse são tuas roupas quero que as leve contigo.
Eu não estava em tendendo nada do que estava acontecendo quis saber o motivo ela simplesmente falou que o relacionamento não era mais.

Argumentei, estávamos tão bem quando nos deitamos, alias sempre estivemos bem nosso relacionamento foi sempre dentro de um bom entendimento só mesmo esta atitude radical para mudar tudo.
O porquê do rompimento, como gostaria que tudo não passe de um sonho e que ao acordar teria a meu lado a mulher amada, e estaria feliz ao olhar seu belo corpo nu estirado sobre os lençóis.

Eu estava péssimo, não devia ter ido ao trabalho minha cabeça confusa desorientada, ser dispensando já era péssimo sem saber o motivo pior ainda.
Cristina não justificou sua atitude, foi radical ao dizer. Não quero você mais em minha vida estamos quites meu objetivo foi alcançado acabou.

Eu estava péssimo mais mesmo assim não deixei de ir trabalhar por uma bobagem bati boca com o patrão perdi meu emprego, perdi a mulher amada minha felicidade tudo no mesmo dia.

Três meses depois ainda desempregado mais com a cabeça um pouco melhor tive uma surpresa ao encontra abaixo da porta uma carta cujo nome do remetente era Cristina.
A carta dizia assim.
Marcos não devia mais vou lhe dizer o motivo de ter agido assim com você, lembra de uma garota que foi tua namorada a uns dois anos atrais cujo nome Renata era minha irmã, ela se apaixonou perdidamente por você e o que você fez, simplesmente a deixou depois de dar a ela todas as esperança ao ponto dela se entregar a você.
Eu acompanhei todo sofrimento de minha irmã estive ao lado dela e jurei que a vingaria fazendo com que a pessoa prova se do mesmo veneno.

Eu lhe pergunto Marcos e bom, foi bom passar por todos os momentos que lhe levei a passar. Espero que tenha lhe servido para melhora teu caráter toda esta experiência. Não sinto mais nada por você, nem amizade e nem ódio e tão pouco amor, quanto a minha irmã ela esta bem superou deu volta por cima e se tornou uma mulher mais sabia mais forte e prevenida contra as artimanhas do amor. Seja feliz eu nunca estive em tua vida.

Recuperei minha paz depois que recebi aquela carta com as explicações que tanto desejava saber, Cristina foi generosa usou o lado bom de seu coração pensando um pouco no meu emocional,tranqüilizando minha cabeça com sua revelação.

Dois meses se passaram eu consegui um novo emprego minha vida voltou ao normal porem eu com outra cabeça, o coração ainda um pouco arranhado mais pronto para viver um outro grande amor.

CORREDORES DO SOFRIMENTO


Peço a palavra por um momento preciso dizer o que sei o que meus olhos já viram, presenciaram por estes corredores de sofrimentos e muita, muita dor.

Peço a palavra consciente de não ser ouvido mais aproveito o momento que se faz necessárias onde pessoas serias se unem em prol da verdade, eu tenho a consciência o conhecimento e o poder de esclarecimento.

Aqui cheguei no passado mãos e pés acorrentados, corpo fragilizado aqui fui torturado e por estes corredores arrastado aqui gritei, chorei, implorei, aqui fui espancado de todas as formas meu sangue foi derramado aqui deixei de viver.

Aqui permaneço ate hoje a espera do momento em que me deixem falar, me recuso a partir cem dizer cem desabafar.

Fui uma das vitimas do preconceito da falta de amor da intolerância e iguinoransia onde poucos determinavam sobre a vida de muitos.

Eu estava bem sempre estive bem, dono de uma situação financeira muito boa não tinha herdeiros diretos, não me casei filho único herdei de meus pais a maior parte do que tinha que não era pouco.

Boêmio não tinha tempo para cuidar dos negócios e toda a papelada necessárias para manter tudo sobre controle.

Generoso fazia uso do que tinha cem a devida preocupação, confiante nos que gerenciavam o que me era de direito, fui traído e roubado fui vitima de minha generosidade, condenado a uma loucura que não possuía paga com o meu próprio dinheiro.
Me vi tirado do meu mundo e jogado a uma situação que me levaria a morte.
Dado como louco e muito perigoso vivia acorrentado tendo meu corpo maltratado tudo foi feito para me levar a verdadeira loucura.

Presenciei a maldade praticada dia a dia contra pessoas inocentes indefesas ouvi seus gritos, gritei com elas quando as torturas eram no meu corpo.

Meus olhos presenciaram toda barbaria cometida por pessoas que se diziam cultas esclarecidas uma corja de covardes.

Foram anos sendo torturado no corpo e na alma tenho tudo registrado em um lugar onde ninguém pode alcançar.

Não tenho mais meu corpo mais continuo sendo torturado prezo a um sentimento de revolta vendo tudo igual, não estou só neste mundo invisível que e o meu inferno e de todas as outras almas que como eu estão prezas a um sentimento que não nos permite deixar este lugar.
Tenho feito de tudo para atingir meus executores estou sempre me encostando neles causando algum tipo de sofrimento a suas matérias mais suas almas só poderei atingir quando ela deixar o corpo.
São dezenas centenas que como eu se escondem nas sombras dos corredores e selas escuras impregnadas pelo eco de tantos gritos de dor.

Aos que roubaram minha vida e me jogaram neste inferno também tenho acompanhado mais com eles meu desejo de vingança não tem força suficiente para castigalos estou só contra eles mais aqui nas sombras destes corredores somos muitos, podemos muito.

Tenho esperado por este tempo onde homens de bem tenha a decisão e mudem os rumos das vidas de todos aqueles que passaram poraquê.
Olhem mais, olhe com os olhos da alma não o do corpo.

Confesso estou cansado e começo a me arrepender da escolha que fiz, mais me cinto prezo a todas as lembranças, estas paredes impregnadas pela força de tantos pensamentos negativos matem a mim e a todos que aqui sucumbiram firmes no desejo de vingança.
Estamos presos embora cem nossos corpos que com a morte deixaram de existi nossos espíritos não consegue libertar nossa alma que matem viva as lembranças dos horrores que contra nossos corpos foram praticados aqui.

Hoje vejo todos vocês caminhando por estes corredores abrindo cada uma das celas, conhecendo a situação de cada um dos irmãos que continuam confinados aos maus tratos um sentimento novo brota como uma se mete que germina um sentimento de justiça de liberdade.
Sinto a revolta em todos os olhares, pois consigo enxergar através dos olhos suas almas
Sinto o desejo grandioso de justiça que vem de seus espíritos e isto me alegra, todos estes sentimentos juntos fazem com que brote em mim um desejo forte de me livrar do passado e de todo o sentimentos negativos a que estou escravizado.

Um novo tempo só seria possível quando todas as paredes forem ao chão e a claridade viva do sol nos iluminar queimar todas as, mas lembranças e nos mostrar o caminho para a renovação.

Estamos todas ate as que ainda não foram tocadas pelo desejo de mudanças.
Não caminhamos na frente para não ter sombras para os olhos de todos mais estamos atrais todas ansiosas por uma decisão que nos liberte.

Tenho muito a dizer mais nada que eu diga fará diferença mesmo que me descem a palavra.
Sinto-me bem pelo pouco que desabafei, me sinto mais leve com menos revolta isto e bom fortaleci o desejo de mudanças de renovação, já não dói tanto ter vivido todos estes flagelos ter sofrido todas as traições as misérias de meu cativeiro as torturas não dói tanto ver meus inimigos usufruindo do que me era por direito.

Me sinto agora depois destas visita confiante no afirmar que a justiça divina puni e que as leis que regem o universo são perfeitas que os sentimentos negativos nada constroem ao contrario nos escraviza.
Quanto tempo perdido eu fui vitima não pratiquei o mal mais me deixei contaminar pelo sentimento de vingança e revoltado o ódio cresceu entorno de mim me escravizando no desejo de vingança. Prezo a todo este negativismo estas paredes não deixavam esquecer me mantendo prezo a todo o inferno que dentro delas sobre a proteção delas eu vivi.

Quanto sofri e fui castigado pela escolha que fiz, por alimentar tanto rancor tanto ódio me sinto renovado, pensei que nunca fosse deixar este lugar esta escuridão mais com a presença de todos e o sentimentos contrários a tudo que estão vendo e sentindo ao andarem pelos corredores toda esta força este peso que transmitimos para vocês os ajudaram na decisão que nos libertara de nosso cativeiro.

Hoje liberto de meu corpo e revendo todo o meu passado mi sinto responsável por tudo que pascei, minha falta de compromisso de responsabilidades foram as portas que deixei abertas para que a cobiça e o sentimentos de maldade dos que de minha vida faziam parte se tornasse reais e me atingisse como aconteceu

Me sinto aliviado mais ainda estarei aqui e espera do momento de libertação este e o preço que tenho que pagar pela escolha que fiz só estarei livre quando estas paredes ruírem e a luz do sol eliminar toda a escuridão, eu tenho me alimentado das sombras só a luz me libertara. Joguem ao chão esta prisão, preciso me libertar.